A felicidade é o que toda pessoa neste mundo merece. É o que eu acredito. A felicidade não é aquele estado de alegria eufórica constante, de uma sempre excitação, mas, sim, um sentimento de segurança, de bem-estar e cumplicidade com as pessoas com que convivemos. Felicidade é cumplicidade, mesmo nos piores momentos. Uma pessoa feliz pode se sentir preocupada, angustiada, ou com raiva em alguns momentos. Isso não quer dizer que ela não é feliz, só quer dizer que ela é humana, e um humano pode criar vários sentimentos, mesmo durante um único dia.
Quando as mudanças acontecem, nós devemos acompanhá-las, senão ficamos para trás. Hoje tudo acontece muito rápido, isso é incontestável, me diga quantas vezes você já foi dormir sentindo que o dia havia passado muito rápido e que ainda faltava milhares de coisas a serem feitas? Parece que essa é uma sensação quase obrigatória ao deitarmos a cabeça no travesseiro. São metas a serem cumpridas, prazos esgotados, contas a pagar. Dizem que a depressão é o mal do século e, eu digo, que junto com ela temos o materialismo: a sensação de que apenas o dinheiro e a estabilidade de bens materiais trazem a felicidade. Mas isso não é verdade. Claro, de amor ninguém vive: temos contas a pagar e precisamos de roupas, comida e um teto! Ah, e o aluguel hoje está tão caro… Essa estabilidade financeira é a meta de vida da maioria das pessoas que eu conheço. Minha também, admito. Mas não é a minha prioridade, embora, como já disseram algumas amigas, eu seja um pobre soberbo — beijos Rochelle!
O casamento é visto por mim, como a união de duas pessoas em um equipe, que decide viver junto e vencer os desafios que se impõem entre a dupla e a felicidade. Dois amigos, uma equipe, um time disposto a percorrer a estrada dos tijolos amarelos, disposto a permanecer junto, não importa o que aconteça. E, geralmente, se há um pingo de amor e cumplicidade, esse time consegue "vencer" na vida: eles criam filhos, conseguem financiar uma casa e até compram um carro. Mas muitos casais não são felizes. E é difícil acreditar, porque eles têm tudo, eles têm a felicidade nas mãos, eles moram em meio a felicidade. Mas não conseguem… ser felizes. A alegria vem. A alegria vai. A tristeza vem. A tristeza vai. A tristeza volta. A alegria não.
Eu não sei se há algum momento em que os interesses do casal mudam e começam a contrastar entre si, ou se é uma mudança gradual que torna duas pessoas, antes tão unidas, em duas coisas tão diferentes, capazes de dizer coisas horríveis um ao outro, proclamar promessas de morte e infelicidade eterna. Não sei o porquê dessas pessoas continuarem juntas, buscando uma felicidade inalcançável devida à grande mágoa entre elas. Dívidas no mercado, financiamentos no banco, roupas de inverno para os filhos, compra de material escolar. Mentira, omissão e orgulho. Tristeza, ilusão e decepção. A busca por felicidade engloba todas essas variantes, seja você um adolescente, uma pessoa adulta, casada ou solteira. Eu gostaria de dizer que nós devemos separar esses sentimentos das pessoas e que devemos estar abertos a tudo o que o outro tem a nos dar. As pessoas moldam umas às outras, elas se criam, recriam, se desmancham e se renovam, e o orgulho tem um lugar bem pequeno nesse ciclo. Eu gostaria de dizer que o sorriso de um amigo importa mais que o dinheiro, que o companheirismo não pode ser comprado, que o prazer de dançar e ler um livro é inigualável e fotografar um momento especial é único. Eu gostaria de dizer que estar apaixonado é uma das coisas mais incríveis que podem acontecer a uma pessoa, mas, para a maioria das pessoas com quem convivo — espero que não seja o caso dos meus leitores —, estar apaixonado, nem que seja pela vida, não vale muita coisa.

Ilu.